Oriki

Vinicius Ferreira

Da chegada dos portugueses e africanos à América indígena e às tensões da nova terra, Oriki narra um Brasil despido em sua pele dura, transfigurando-se em suor, em seiva. Em cada fotograma, a estética da dignidade, a cartografia de um porto distante – como se, por detrás de cada esquina, de cada objeto, existisse um negativo-memória, uma lanterna para uma história rediviva. A partir desta tensão, evidenciada nos pequenos hábitos, vemos a flutuação irregular de tipos, a diversidade crua, um hálito quente, vigoroso, soprando entre mulheres-pássaro e homens-cotidiano. Uma antiga alma que quer escapar do silêncio. É o passado – como aquele segundo coração a bater em nós.

Não escapa, de fato, em cada retrato, a labuta bruta a questionar a mercadoria de baixo preço, um tempo ancestral de contar, uma pele escura que brilha e avisa: estamos lutando. Oriki carrega na língua iorubá, advinda do Golfo da Guiné, significados extensos, como afeto, nome, canto, poema ou algo que é oferecido a alguém. Aqui, o termo ressurge como uma nova voz de vazão. É ofertada, portanto, uma viagem ao desconforto, por dentro de um Brasil múltiplo e infinito.

R$50.00

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