Banco de Tempo

Isabel Lofgren

Patricia Gouvêa

As artistas visuais Patricia Gouvêa e Isabel Löfgren lançaram o livro Banco de Tempo no dia 17 de janeiro, no Auditório do Museu da República, com bate-papo das artistas com os convidados Isabel Portella, Antonio Fatorelli e o público. O livro traz fotografias, desenhos, imagens de arquivo e textos da pesquisa que as artistas iniciaram em 2011 no Museu e Jardim da República com foco nos usos do tempo, espaços de fluxos, viagens e desejos, e que foi apresentada primeiramente como exposição em 2012 na Galeria do Lago, espaço de arte contemporânea da instituição. O livro traz, no entanto, novos conteúdos, incluindo um inventário de bancos ao redor do mundo que já conta com mais de 500 imagens.

“Uma foto de arquivo do presidente Nilo Peçanha, confortavelmente recostado em um dos bancos do amplo jardim da sua residência oficial, mostra-o  em um momento de descontração, cercado pelos seus cães, em um dia morno, tropical. Essa imagem prosaica da figura pública de maior importância nesse período da recém instaurada república brasileira desempenhou o papel de imagem inspiradora do percurso criativo proposto pelas artistas Patricia Gouvêa e Isabel Löfgren”, destaca Antonio Fatorelli, autor de ensaio inédito publicado no livro.

Até hoje quem passeia pelo Jardim da República pode notar restos de inscrições nos mais de 100 bancos que estão no local. Pedaços de frases, palavras desconexas. Estas pistas são o que sobrou da intervenção Desejo de Horas, parte da exposição Banco de Tempo, com as respostas de frequentadores do local à pergunta Se você tivesse mais horas em um dia, o que faria com elas?. As respostas, aplicadas em cada banco, revelaram reflexões sobre o uso do tempo ora profundas, ora divertidas: “Para bater um papo com o Divino!”; “Para pregar um botão”; “Para entrar no paraíso”; “Para descobrir meu nome no mundo”; “Para que em sonho apareça o anjo”.

Banco de Tempo usou dois elementos principais como motes para pensar o tempo e seus usos: o banco – mobiliário urbano ao mesmo tempo específico e universal –, como símbolo de repouso e lugar de afetos compartilhados, e uma mala antiga, como símbolo de deslocamento e viagens ora vividas, ora imaginadas.

Edição das autoras, 180 páginas, 23 x 15,7 cm, sobrecapa que vira um cartazinho, bilíngue (português e inglês)

R$80.00 R$64.00

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